Em 2025, as relações comerciais entre Angola e a China alcançaram patamares significativos, reflectindo um aprofundamento estratégico no comércio e nos investimentos bilaterais.
Segundo Luís Cupenala, presidente da Câmara de Comércio Angola-China (CAC), o volume de trocas comerciais entre os dois países ultrapassou os 20 mil milhões de dólares norte-americanos, enquanto o stock de investimento chinês em Angola atingiu mais de 27 mil milhões de dólares.
O fluxo de investimento registado entre ambos países superou os 150 milhões de dólares norte-americanos.
Estas cifras destacam Angola como um dos principais parceiros comerciais da China em África, ocupando a segunda posição no continente como destino estratégico das relações económicas com o gigante asiático
A posição de destaque de Angola no mapa comercial da China não se limita às trocas, a parceria é também evidenciada pelo papel decisivo da China na reconstrução nacional e no desenvolvimento económico angolano, com contributos significativos em sectores-chave da economia.
O presidente da CAC sublinhou ainda que a estratégia nacional, delineada no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, coloca a diversificação e industrialização da economia como prioridades, destacando a diplomacia económica como ferramenta central nesta trajectória, uma vez que “A China destaca-se como uma escolha estratégica para Angola, não apenas pelo volume comercial, mas pela cooperação estruturada em projectos de desenvolvimento económico e infraestrutural”, referiu Cupenala durante o workshop sobre Procedimentos de actos migratórios e de fiscalização, que decorreu em Luanda em 18 de Março de 2026, organizado em parceria com a Direcção de Cooperação e Intercâmbio Internacional do Serviço de Migração Estrangeiro (SME).
O fortalecimento destas relações abre portas a oportunidades crescentes para empresários angolanos, incluindo visitas a fontes de mercadorias em Luanda e maior participação no mercado chinês, alinhando-se com os esforços nacionais de modernização da economia e incremento do investimento estrangeiro.
Esta colaboração económica estratégica evidencia o papel da China não apenas como parceiro comercial, mas também como um catalisador de crescimento para Angola, reforçando a importância da diplomacia económica na consolidação do desenvolvimento sustentável do país.










