Nova Iorque / Caracas — O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, foi detido e encontra-se sob custódia das autoridades dos Estados Unidos, após uma operação militar conduzida por forças americanas em 3 de janeiro de 2026, que culminou na sua captura em Caracas e subsequente transferência para solo norte-americano.
Maduro, juntamente com sua esposa, Cilia Flores, foi acusado formalmente nos Tribunais Federais do Distrito Sul de Nova Iorque por múltiplas acusações federais, incluindo narco-terrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse ilegal de armas e envolvimento com organizações criminosas, no âmbito de investigações conduzidas há vários anos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Durante a sua primeira audiência perante um juiz federal em Nova Iorque, Nicolás Maduro declarou-se não culpado, afirmando ter sido “capturado” e reiterando que se considera o presidente constitucional da Venezuela, classificando a sua detenção como um “sequestro político”.
As autoridades judiciais norte-americanas confirmaram que Maduro e Cilia Flores permanecerão sob custódia enquanto o processo legal decorre, estando já agendada uma nova audiência para 17 de março de 2026.
A operação gerou reações imediatas no cenário internacional. Representantes do governo venezuelano denunciaram a ação como uma violação da soberania nacional e exigiram a libertação imediata de Nicolás Maduro, alegando desrespeito ao direito internacional.

Por outro lado, a detenção provocou reações divergentes entre a diáspora venezuelana e a comunidade internacional, com manifestações tanto de apoio à medida — vista como um passo em direção à responsabilização por alegados crimes — quanto de preocupação quanto às suas implicações políticas, institucionais e sociais para a Venezuela.
A detenção de Nicolás Maduro representa um marco de elevado impacto político e jurídico, com potenciais consequências significativas para as relações diplomáticas nas Américas e para o futuro do equilíbrio geopolítico na região.








