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União Europeia financia arranque da economia azul em Angola

A União Europeia disponibilizou cerca de 30 milhões de euros para apoiar o desenvolvimento da economia azul em Angola, num programa com duração prevista de quatro anos (2026–2030). A iniciativa foi oficialmente lançada na segunda-feira, 16 de Março de 2026, em Luanda, durante um workshop que reuniu entidades governamentais, parceiros internacionais e especialistas do sector marítimo.

O projecto é fruto de uma parceria estratégica entre o Ministério das Pescas e Recursos Marinhos de Angola, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Expertise France, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e a Fundação Internacional e Ibero-Americana para Administração e Políticas Públicas (FIAP).

Angola continua altamente dependente do sector petrolífero, que representa cerca de 90% das exportações e mais de 50% das receitas fiscais, segundo dados do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Nesse contexto, o investimento na economia azul surge como uma estratégia de diversificação económica e redução da vulnerabilidade externa.

O contexto de economia azul inclui actividades como pesca e aquicultura, transporte marítimo, turismo costeiro, energias marinhas renováveis e biotecnologia marinha.

O programa financiado pela União Europeia pretende actuar em frentes estruturais que envolvem sustentabilidade ambiental, promoção de práticas de pesca sustentável, preservação dos ecossistemas marinhos, reforço da resiliência climática das zonas costeiras, desenvolvimento económico, melhoria da cadeia de valor dos produtos do mar, aumento da capacidade de exportação e integração cada vez maior em mercados internacionais.

O projecto conta com a participação de Portugal, França e Espanha, reforçando a transferência de conhecimento técnico e institucional, sobretudo em áreas como certificação, gestão costeira e inovação tecnológica.

Segundo a embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais, “A economia azul só será sustentável se for construída de forma inclusiva, envolvendo todos os actores que dependem do mar.”.

Se bem executado, o programa pode aumentar o contributo do sector pesqueiro para o PIB, melhorar a balança comercial através da exportação de produtos do mar, reduzir o desemprego nas zonas costeiras e estimular cadeias de valor locais.

No médio prazo, espera-se que a economia azul torne-se num dos pilares da estratégia de desenvolvimento sustentável de Angola, alinhando-se aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 14 – Vida na Água.

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